ANÁLISE FITOSSOCIOLÓGICA EM ÁREA DE TERRA FIRME NA FLORESTA AMAZÔNICA ORIENTAL BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.31512/vivencias.v22i45.1633Resumo
Considerando a vastidão da composição florística da Amazônia, seu estudo pode possibilitar um melhor entendimento a respeito da estrutura e dinâmica da floresta. Assim, o objetivo do trabalho foi caracterizar a composição florística e analisar a estrutura horizontal da Floresta Nacional (FLONA) de Altamira (PA), com base nos dados do censo florestal. Foram mensuradas as Unidades de Produção Anual (UPA 1) das Unidades de Manejo Florestal (UMF) II, III e IV. Avaliou-se os índices de similaridade e diversidade florística e os parâmetros fitossociológicos da estrutura horizontal. Além disso, foi calculado o teste t de Hutcheson ao nível de 5% pelos valores gerados através do índice de Shannon-Wiener. Os resultados entre as UPAs para Jaccard e Sorensen variaram entre 0,23 a 0,76 e 0,37 a 0,86, nessa ordem, demonstrando valores de alta e baixa similaridade. Já os índices de diversidade de Shannon-Wiener foram 3,03; 3,36; 3,65, de Pielou foram 0,73; 0,79; 0,85 e do Coeficiente de Mistura de Jentsch foram 1:223; 1:269; 1:209, na devida ordem para as três áreas presentes nas UMF (II, III e IV). O teste t de Hutcheson calculado através de Shannon-Wiener indicou que nenhuma das três áreas possui semelhança de diversidade. A espécie Hymenaea courbaril L. apresentou o maior valor de importância (VI), com 9,53%. Portanto, o censo florestal nas três áreas de concessão demonstrou grande diversidade florística, com um bom estado de conservação, preservação e distribuição das espécies consideradas comerciais nas áreas de manejo florestal sustentável.
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