A INTERSETORIALIDADE NO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA

POSSIBILIDADES E DESAFIOS NA PERCEPÇÃO DAS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31512/vivencias.v20i40.955

Resumo

Este estudo buscou compreender a percepção das profissionais de saúde sobre o Programa Saúde na Escola (PSE), suas possibilidades e os desafios enfrentados para trabalhar de maneira intersetorial e interdisciplinar. Participaram seis profissionais de saúde, que responderam a uma entrevista. As informações foram interpretadas por meio da análise de conteúdo. Os resultados mostram que a intersetorialidade praticada por meio do diálogo e parceria, ainda encontra limites. Como potencialidades as profissionais citaram: trabalhar com crianças e adolescentes, ambiente escolar, articulação saúde e educação e como desafios: muitas unidades escolares, falta de tempo e recursos, baixa articulação intersetorial. A partir dos resultados foi possível concluir que o espaço de encontro e aprendizagens entre saúde e educação pode ser potencializado, uma vez que, foi revelado o quanto ainda se pode avançar na consolidação de parcerias efetivas entre esses setores. Para efetivar esse trabalho intersetorial através da ESF, é fundamental a inclusão dos escolares nas ações da equipe, e que as profissionais de saúde estejam abertas para trabalhar em rede e construir estratégias de intervenção com saberes interdisciplinares, de forma articulada com outros setores.

Biografias Autor

Marli Ludwig Thomas , Universidade de Cruz Alta, Cruz Alta, RS, Brasil

Possui graduação em Nutrição pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (2007). Graduação em Educação Artística pela Fundação Educacional Machado de Assis (1994) Especialização em Segurança Alimentar e Gestão no Setor de Alimentos - UNIJUI (2010). Especialização em Nutrição Clínica - UNIJUI (2012). Especialização em Geriatria e Gerontologia - UNIJUI (2017). Mestranda em Atenção Integral à Saúde UNIJUÍ/UNICRUZ. Atualmente é Auxiliar Administrativo na Escola Estadual Técnica Fronteira Noroeste.

Giovana Smolski Driemeier , Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Ijuí, RS, Brasil

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ. Mestranda em Atenção Integral à Saúde UNIJUÍ/UNICRUZ/URI.

Moane Marchesan Krug, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Ijuí, RS, Brasil

Possui graduação em Fisioterapia e em Educação Física (Licenciatura Plena), ambas pela Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ). Possui os títulos de Especialista em Saúde Coletiva pela UNICRUZ, Mestra em Educação Física pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Doutora em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente é professora adjunta dos cursos de Educação Física (Bacharelado e Licenciatura) da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI), coordenadora do Laboratório de Atividade Física e Promoção da Saúde, do Projeto Movimenta e do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (UNIJUÍ/FUMSSAR). Faz parte do Grupo de Pesquisa Paidotribas (UNIJUÍ), do Grupo de Estudos Interdisciplinar em Saúde Coletiva (UNIJUÍ), do Projeto de Extensão Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência e do Grupo de Extensão e Pesquisa em Educação Física (UNICRUZ). Possui experiência em práticas corporais relacionadas à saúde, atuando nos níveis de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação.

Marilia de Rosso Krug, Universidade de Cruz Alta, Cruz Alta, RS, Brasil

Coordenadora e docente do Curso de Educação Física da Universidade de Cruz Alta – UNICRUZ. Docente do Programa de Pós-Graduação em Atenção Integral à Saúde, desenvolvido em associação ampla com a Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ e Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI PPGAIS/UNICRUZ/UNIJUÍ/URI

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Publicado

2024-01-01

Como Citar

Thomas , M. L. ., Driemeier , G. S. ., Krug, M. M. ., & Krug, M. de R. . (2024). A INTERSETORIALIDADE NO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS NA PERCEPÇÃO DAS PROFISSIONAIS DE SAÚDE. Vivências, 20(40), 199–213. https://doi.org/10.31512/vivencias.v20i40.955

Edição

Secção

ARTIGOS DE FLUXO CONTÍNUO